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Reserva funcional: a saúde que você constrói antes de precisar dela

Foto do escritor: bora se empurrar
bora se empurrar
8 de set.
2 min de leitura

Tem dias em que um imprevisto acontece, a gente reorganiza o que precisa e segue.

Em outros, uma noite mal dormida, uma gripe ou uma semana mais puxada parecem consumir muito mais do que deveriam. Uma das formas de entender essa diferença está em um conceito pouco conhecido fora da saúde: reserva funcional.


A Dra. Elis Regina, médica e cofundadora do +Bora, falou sobre isso em uma entrevista sobre longevidade e autonomia.


Reserva funcional é, de forma simples, a margem que o organismo tem para responder às demandas da vida e recuperar o equilíbrio depois delas. É como uma poupança de saúde.


A questão é que essa poupança não começa aos 60, 70 ou 80 anos.

Ela vem sendo construída — e também gasta — ao longo da vida.


A longevidade começa muito antes da velhice

Sono, movimento, alimentação, relações, saúde emocional, doenças, períodos de estresse e a forma como conseguimos nos recuperar deles vão compondo essa trajetória. Não significa que precisamos viver tentando fazer tudo certo. Aliás, essa é justamente uma ideia da qual gostamos de fugir por aqui.


A questão é perceber que aquilo que se repete vai deixando marcas, como uma semana caótica, não irá definir sua saúde. Mas anos vivendo sem recuperação suficiente podem ter outro peso.


Por isso, quando falamos de longevidade no +Bora, não estamos falando apenas de viver mais. Estamos falando de continuar tendo recurso para viver a própria vida.

  • Poder se mover.

  • Tomar decisões.

  • Se recuperar de uma doença.

  • Manter relações.

  • Adaptar-se quando alguma coisa muda.

  • Continuar sendo você.


E como se constrói reserva?

Na prática, ela não vem de uma grande mudança. Vem de um conjunto de pequenas coisas que o organismo encontra repetidamente: algum ritmo, movimento, sono possível, alimento, conexão, recuperação.


É menos interessante pensar “o que eu deveria estar fazendo?” e mais interessante observar: o que na minha rotina está me ajudando a recuperar o que eu gasto?

Esse raciocínio é um ponto de partida essencial e ajuda muito mais.


Porque às vezes a pessoa até descansa, mas não recupera, consegue dormir e continua cansada, chega no fim de semana já precisando do próximo. Passa por um período difícil e percebe que demora cada vez mais para voltar.


Isso não serve para gerar medo.

Serve para aumentar percepção.


Assista à conversa

No vídeo, você encontra a entrevista com Dra. Elis, a partir do 9min25segundos, onde começa o quadro Jogo Aberto, e a Dra. Elis aprofunda o conceito de reserva funcional e explica por que olhar para saúde antes de ela faltar muda a forma como pensamos envelhecimento e autonomia.



Talvez você termine o vídeo com uma pergunta simples para levar para a semana:

tenho apenas gastado recurso ou também estou construindo reserva?


Não precisa responder perfeitamente.

Só começar a perceber já muda a conversa.


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